Em artigo, Derly critica fisiologistas do PMDB e troca de cargos por apoio contra impedimento de Dilma

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O deputado federal João Derly (Rede/RS) escreveu artigo para o Jornal do Comércio criticando a atuação do PMDB na crise política que golpeia o Brasil e a postura do Governo Federal, que negocia cargos em troca de apoio contra o impedimento da presidente Dilma Rousseff. O texto foi publicado na edição desta terça-feira (5/4) da publicação.

 

Abaixo, a íntegra do texto.

 

"Não ao PMDB e também aos novos fisiologistas

 

O PMDB de Ulisses Guimarães, aquele que resistiu à Ditadura e que, junto com outros movimentos sociais e políticos, abriu caminho até a democratização nos anos 1980, não existe mais. O partido que carrega a sigla hoje é fisiologista, viciado no poder e apegado aos cargos e aos conchavos. O PMDB de hoje é participante e beneficiário dos maiores escândalos da história da República.

 

Como que por ironia, esse partido, que foi criado justamente para ser o contraponto, funciona, desde a redemocratização, como a grande força que deu governabilidade aos presidentes da República desde José Sarney. Mas soube cobrar um preço alto por isso. Sempre, e mais especialmente nos últimos governos, acumulou ministérios e cargos em toda a hierarquia do Estado Brasileiro, administrando orçamentos bilionários.

 

Agora, que a estrutura de apoio ao governo e o próprio governo desabam aos olhos do mundo, o PMDB anuncia a sua saída da base com o intuito claro de descolar-se da trágica condução do país liderada pelo PT. Foi mais uma manobra para perpetuar-se no poder e para tentar livrar alguns dos seus caciques, contra os quais sobram indícios de crimes, dos julgamentos da nação e da Justiça.

 

Mas há o outro lado da moeda. O próprio governo anuncia como positiva a saída do PMDB neste momento da crise. É óbvio. A debandada do maior partido da base abre milhares de cargos, que serão destinados aos novos amigos do poder. Certamente, serão usados como moeda de troca para angariar apoio contra o impedimento da Presidente.  

 

Por isso, temos de ficar atentos. O PMDB de hoje, que tem Eduardo Cunha como um dos seus principais líderes e – pasmem!, comandante do processo de impedimento – não pode sair da crise como o salvador da Nação, abocanhando o poder que sempre espreitou. Mas também não podemos permitir que o descalabro do Governo Dilma prossiga.

 

Chegou a hora de dizer ‘basta’ à corrupção como um todo, sem olhar a cor da bandeira. Chegou a hora de dizer ‘chega’ e de fazer uma limpeza na política. Os velhos caciques, que se alimentam do Governo há décadas, não podem garfar o poder outra fez para fazer do Brasil e das esperanças dos brasileiros o quintal de provimento de benefícios próprios."

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