Sim ao respeito às leis. Não ao foro privilegiado

"Há leis desatualizadas, há leis frouxas, há leis incompletas e há até as leis com as quais, simplesmente, eu não concordo. Porém, são leis e, como amante da democracia e do estado democrático de direito, defendo de forma intransigente o respeito a TODAS elas, inclusive aquelas que precisam ser mudadas ou atualizadas (precisamos trabalhar também para isso). Mais: as leis devem servir e atingir a todos, inclusive Lulas, Aécios, Cunhas, Odebrechts ou Wesleys, independentemente da cor partidária ou do saldo bancário. 

 

O respeito às leis e à legislação é a garantia do convívio harmônico entre as pessoas e delas com a sociedade como um todo. As decisões do judiciário, rápidas e rigorosas como sempre deveriam ser, nos casos de Lula, preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, e de Aécio Neves, que virou réu por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e obstrução de Justiça, são, de certa forma, pedagógicas. 

 

Essas decisões, e a Lava Jato de forma mais ampla, estão provando que o Brasil, ao punir com rigor alguns dos homens públicos mais importantes da história recente e, por outro lado, os empresários mais ricos do país, pode refundar-se como sociedade. Pode, depois desta crise que nos constrange e entristece, pode surgir um Brasil mais limpo e respeitador das próprias leis.

 

Mas há muito ainda para fazer. 

 

O fim do imoral foro privilegiado, que serve de guarida para uma série de políticos mal feitores, é uma necessidade urgente. Porém, encontra-se engavetada justamente porque aqueles que podem dar um fim a ela são seus maiores beneficiários.

 

Segundo levantamento da revista Congresso em Foco de 2017, quase metade dos deputados federais e senadores da atual legislatura responde a algum procedimento investigatório no Supremo Tribunal Federal, onde, por questões de toda a ordem, os processos levam muitos anos para andar e, em muitos casos, as penas prescrevem. E a impunidade grassa.  

 

Impunes, eles continuam aí, trabalhando em benefício próprio, em busca da sustentação do próprio poder e de uma popularidade construída na base da mentira e do dinheiro.

 

O respeito à Constituição é a garantia de que, depois da crise, renascerá um Brasil novo e melhor. Mas temos que seguir trabalhando sem baixar a guarda diante da corrupção."

 

João Derly,

Deputado Federal (Rede/RS)

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