Em artigo publicado em Zero Hora João Derly posicionou-se contra o arquivamento da cassação de deputados presidiários

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O deputado federal e líder da Rede Sustentabilidade João Derly posicionou-se, em artigo, CONTRA a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar de arquivar os pedidos de cassação de dois parlamentares condenados e presos. Abaixo ele afirma que o momento é de indignação:

 

"Mais um absurdo cometido pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados


Foi nos últimos dias da Copa do Mundo, quando parte da atenção nacional ainda se voltava para a Rússia, que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados cometeu mais um de seus absurdos: livrou da cassação dois deputados, condenados pela Justiça por fraude, dispensa irregular de licitação e falsificação de documentos.

 

Em um deboche com a população, tanto Celso Jacob (MDB-RJ) quanto João Rodrigues (PSD-SC) continuarão deputados, embora um cumpra pena no Presídio da Papuda e o outro só esteja livre das grades graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal.

 

O pior é que a atitude do Conselho de Ética, que arquivou os processos contra os dois deputados condenados pela Justiça, não chega a ser uma surpresa. Ficou, inclusive, nos rodapés dos noticiários dos principais veículos de comunicação do país. Ou seja, trata-se de uma notícia menos relevante, quase rotineira. Disto, também podemos tirar uma conclusão: os brasileiros estão anestesiados diante de tantos escândalos.

 

Infelizmente, estamos nos acostumando com a degradação, dia a dia, da nossa sociedade, principalmente dentro dos espaços de poder. Não nos assustamos mais com a corrupção nem com o corporativismo de parlamentares que salvam a si mesmos. E isso sim é grave. Pois, afinal, como um deputado, julgado e condenado pela Justiça, que cumpre pena em um presídio, de onde só pode sair para ir ao plenário da Câmara, pode continuar com as prerrogativas de falar na tribuna do Parlamento e seguir participando das votações nos grandes temas que envolvem o futuro do país?

 

Falta à Nação Brasileira uma despertar moral. Se ele não ocorrer logo, o Brasil perpetuará o seu atraso e as injustiças do cotidiano. Ao ficarmos indiferentes a casos como os de Celso Jacob e João Rodrigues, estamos autorizando que esses sejam repetidos.

 

Ao final da reunião no Conselho de Ética, o deputado João Rodrigues chorou de alegria e de alívio. O povo brasileiro, se ficar ciente do que aconteceu, também chorará, mas de raiva e indignação."

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