João Derly teve artigo publicado, na Zero Hora, onde critica a violência entre torcidas organizadas no futebol brasileiro

Episódio envolvendo torcedores do Corinthians e do Coritiba chocaram o país pela gravidade das agressões

Episódio envolvendo torcedores do Corinthians e do Coritiba chocaram o país pela gravidade das agressões
Episódio envolvendo torcedores do Corinthians e do Coritiba chocaram o país pela gravidade das agressões

O deputado federal João Derly (REDE-RS) teve artigo publicado no jornal Zero Hora, na edição dessa quarta-feira (28), onde critica a violência envolvendo torcidas organizadas no futebol brasileiro. Segundo o parlamentar, o Brasil não pode mais ostentar o título de "Campeão da Violência" e, para isso, precisa buscar meios para punir e combater esse frequente problema que retira torcedores dos estádios.

 

Texto na íntegra abaixo:

 

 

"Brasil, campeão da violência no futebol

 

A violência no futebol brasileiro, envolvendo quase sempre marginais infiltrados nas torcidas organizadas, atinge níveis de barbárie a cada final de semana. Antes da partida do dia 18, pela 8ª rodada do Brasileirão, entre Coritiba e Corinthians, presenciamos um espetáculo de selvageria envolvendo membros das torcidas de ambos os clubes.

 

Ver uma pessoa ser derrubada, chutada e pisoteada na cabeça por mais de uma dezena de torcedores choca, assusta e revolta, mas essa cena

repete-se com frequência. Aliás, é até injusto com quem vai a um estádio para torcer, chamar os protagonistas da agressão de "torcedores". O torcedor de verdade canta, vibra e sofre, mas não briga.

 

No futebol, dentro de campo, somos pentacampões do mundo. O trabalho de Tite retomou o orgulho de torcer pela Seleção, e o hexa já é um sonho possível. Mas e fora dos gramados? Lá somos campeões mundiais, mas do número de mortes envolvendo torcedores. Uma triste "conquista".

 

O sociólogo Maurício Murad é um estudioso da violência no futebol. Autor do livro Para entender a violência no futebol, ele afirma que apenas 3% dos crimes que ocorrem por tal motivação acabam punidos. Ou seja, os brigões e arruaceiros têm certeza de que ficarão impunes. Eles brigam e matam com salvo-conduto, mas seguem indo aos jogos e viajando – muitas vezes financiados pelo próprio clube.

 

Tamanha impunidade acaba por afastar muitos torcedores que, mesmo amando seus clubes, têm medo de ir ao estádio e levar a família, pois sabem que usar uma camisa de cor diferente pode representar um risco à integridade física. Quem tem filhos pequenos teme levá-los e acaba afastando-os de uma paixão que há mais de cem anos é passada de geração para geração. Mas não podemos aceitar isso como algo normal.

 

O exemplo da torcida mista nos clássicos da dupla Gre-Nal, nos últimos anos, foi saudado por todos. Mas aqueles torcedores, que lá vão, convivem pacificamente em qualquer ambiente.

Precisamos discutir formas e efetivar meios de punir os brigões para excluí-los, não só das arenas, mas também das ruas. Só assim perderemos o amargo título de país campeão da violência."

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