Em artigo, João Derly defende o legado que Lava Jato traz ao Brasil

Para o parlamentar, aprovar as 10 medidas contra a corrupção deve ser prioridade do Congresso Nacional

A edição de final de semana do jornal Zero Hora publicou artigo de autoria do deputado federal João Derly. No texto o parlamentar defende o legado que a operação Lava Jato proporciona ao fim da impunidade de corruptos no Brasil. Para ele, é necessário a aprovação das 10 Medidas Contra a Corrupção com agilidade, para garantir o permanente combate a corrupção.

 

 

“Chegou o momento de fazer escolhas. Ou o Congresso Nacional aprova as medidas para enfrentar a corrupção, endurecendo as penas e corrigindo brechas legais que favorecem a impunidade, ou resolve remar contra a maré da moralidade", afirmou no texto

 

Leia abaixo o texto na integra: 

 

 

Legado da Lava Jato

 

"A Lava-Jato faz bem ao Brasil. Tendo esta afirmação como premissa, para mim irrefutável, devemos construir um legado a partir desta que é a maior operação contra a corrupção já empreendida no Brasil. A partir das lições deixadas pela Lava-Jato, é preciso melhorar a legislação para fechar o cerco contra esta que é uma praga generalizada.

 

Os resultados do trabalho do Ministério Público Federal e da Polícia Federal são magníficos. Já temos mais de R$ 3 bilhões devolvidos aos cofres públicos, além de vários corruptos e corruptores presos e condenados. Nem os homens mais ricos e poderosos da República escaparam do rigor da lei, aplicada pela caneta do juiz Sergio Moro. Cada nova delação descortina novos fatos e, em efeito dominó, vão caindo um a um políticos influentes, megaempresários e lobistas.

 

Ninguém defende a corrupção — embora muitos a pratiquem. No entanto, à medida que a Lava-Jato avançou para Brasília, os políticos iniciaram uma tentativa desesperada de salvar a própria pele "melando" a operação. As tentativas fracassam, o senador Delcídio do Amaral foi preso obstruindo a Justiça e optou pela delação. Aos poucos, o mundo político percebe que não pode deter a Lava-Jato, pelo menos não com negociatas nos bastidores.

 

Muitos dirigentes da cúpula do PT, do PMDB e do PP já caíram. Mas Renan Calheiros resiste. Entrincheirado na presidência do Senado, articula para votar rapidamente um projeto que pretende combater o abuso de autoridade. Trata-se de mais uma iniciativa legislativa para minar o controle da lei.

 

Por outro lado, avança na Câmara projeto com as medidas contra corrupção, proposto pelo MPF com apoio de mais de 2 milhões de assinaturas, que visam endurecer as penas para os crimes do colarinho branco.

 

Sabemos que a corrupção não está em uma só pessoa, partido ou instituição. Como um tumor generalizado, ela está espalhada em todos os níveis e esferas, da vida pública e privada. A Lava-Jato tem sido um remédio forte. Porém, somente uma reforma na legislação poderá ser a cura, pois irá reforçar as virtudes das instituições e impedir a proliferação desta "doença" que surrupia o bolso e avilta a dignidade dos cidadãos.

 

Chegou o momento de fazer escolhas. Ou o Congresso Nacional aprova as medidas para enfrentar a corrupção (PL 4.850/16), endurecendo as penas e corrigindo brechas legais que favorecem a impunidade, ou resolve remar contra a maré da moralidade."

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