Momento de avaliação

Em artigo, João Derly avalia momento do judô brasileiro

O Mundial de Judô de Astana, que termina logo mais com a disputa de equipes, foi a última grande competição do judô brasileiro, antes dos Jogos Olímpicos Rio 2016, e o desempenho da delegação brasileira (duas medalhas de bronze) foi o pior desde o Campeonato Mundial de Roterdã, em 2009, quando não conquistamos nenhuma medalha.

 
A menos de um ano das Olimpíadas no Brasil, questionamentos são levantados, já que o judô é a modalidade que mais trouxe, até hoje, medalhas para o nosso país na história olímpica. O objetivo do Comitê Olímpico Brasileiro, de ficar entre as 10 potências olímpicas passa, muito, pelo desempenho dos nossos judocas. 
 
A meta da Confederação Brasileira de Judô, para o Mundial, era a conquista de cinco medalhas, porém ela ficou longe de ser atingida. Nos Jogos Pan-Americanos o desempenho foi satisfatório, mas a intenção de medalhar em todas categorias não foi alcançada e o número de medalhas de ouro ficou abaixo ao desempenho de quatro anos atrás, em Guadalajara. E já são três competições em que os resultados ficam abaixo da meta estipulada, já que a do Mundial de 2014, também ficou aquém do planejado.
 
Além disso, ficamos na 13º posição no Mundial desse ano, atrás de países como Argentina e Eslovênia e basta comparamos a tradição olímpica e investimentos feitos entre eles e o Brasil, na modalidade, para sabermos que algo está sendo feito de forma equivocada.
 
Acredito que a diminuição de competições disputadas pelos atletas deve ser algo revisto. Por que o judô brasileiro, por exemplo, abriu mão de participar do World Masters 2015, em Rabat, no Marrocos. Além da experiência em uma grande competição que traz experiência antes das maiores disputas, os pontos no ranking fizeram falta a alguns atletas, na busca de um chaveamento menos duro no Mundial. 
 
É preciso competir mais, pois isso é, além de um intercâmbio, uma forma de diagnosticar como está cada atleta em relação aos seus rivais. E olhar os exemplos positivos do mundial. Por que não fazer um intercâmbio na Coreia do Sul, delegação que teve ótimos resultados em Astana e com grande renovação, com os atletas que ganharam medalhas tendo média de 23 anos. 
 
Também tenho convicção que uma relação mais próxima entre as comissões técnicas da CBJ e Clubes dos principais atletas seja uma medida necessária para esse momento de avaliação que o judô se encontra. O diagnóstico e planejamento futuro de cada atleta precisa ser minucioso, para que seja entendido os motivos do desempenho abaixo e sejam encontradas soluções para alterá-lo positivamente para daqui um ano.

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