Em artigo no JC, João Derly pede transparência para os candidatos à presidência sobre o assunto da previdência

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Em artigo publicado nesta quarta-feira (28/2) no Jornal do Comércio, de Porto Alegre, o deputado federal João Derly (Rede/RS) reafirmou sua posição contrária a reforma da previdência proposta por Temer. Porém, ele salientou que o tema deverá voltar durante os debates que antecederão as eleições presidenciais de outubro.

 

"Fazer um debate sobre a previdência é uma necessidade que o futuro impõe. É preciso cobrar que os candidatos à presidência falem clara e abertamente sobre que tipo de mudança cada um deles projeta", afirmou o deputado.

 

A reforma da previdência, proposta por Temer no ano passado, saiu da pauta do Congresso Nacional devido à intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro.

 

"Reforma sem perda de direitos


Sempre fui contra o modelo de reforma da previdência proposto por Temer. Por isso, comemoro o fato de ela ter sido barrada. É importante salientar, porém, que o Brasil precisa sim rever o seu modelo de previdência e que este deve ser, por honestidade com o povo, um dos pontos fundamentais dos debates que envolverão a eleição presidencial de outubro.

 

Temer retirou a reforma da previdência da pauta por não ter força para impô-la. Apesar de ter utilizado artimanhas nem sempre morais para conquistar os votos dos deputados, era nítida a sua desvantagem. Ele ia perder a queda de braço, graças à mobilização do povo, que era e é frontalmente contra a reforma, tirou a pauta da mesa e desfraldou a bandeira da segurança para tentar salvar o final do governo.

 

Mas é preciso que o eleitor fique atento. Fazer um debate sobre a previdência é uma necessidade que o futuro impõe. É preciso cobrar que os candidatos à presidência falem clara e abertamente sobre que tipo de mudança cada um deles projeta. Transparência e honestidade na campanha podem garantir ao sucessor de Temer algo que ele jamais teve: legitimidade para tocar as reformas.

 

Mas há uma série de medidas que devem ser tomadas antes. Proponho, primeiramente, que seja feita uma auditoria honesta nas contas da previdência. Urge a busca de fraudadores e de benefícios irregulares que, segundo projeções, consomem mais de R$ 56 bilhões anualmente. Além disso, é preciso buscar sonegadores e grandes devedores, lista da qual constam grandes empresas, além de examinar a longa relação de desonerações concedidas a empresas de vários segmentos que sangram o sistema em mais algumas dezenas de bilhões.

Enfim, Temer, que se aposentou com 55 anos garantindo, até o fim da sua vida, rendimentos de mais de R$ 30 mil mensais, queria impor um sistema previdenciário injusto e acabou derrotado. Agora, temos que exigir do próximo presidente um modelo que garanta uma previdência sustentável, justa e sem perda de direitos."

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